1 de abril de 2012

Tornei-me o diário de uma viagem cancelada.

                                                -Fabrício Carpinejar 
Tentar manter um relacionamento gentil, pacífico, amoroso, comigo mesma, antes de qualquer outra coisa, é uma necessidade: convivo comigo vinte e quatro horas todo santo dia, há muitos anos. E a tendência é que isso prossiga exatamente dessa maneira, sem perspectiva de mudança, pelo menos até que se encerre essa temporada. Onde quer que eu vá, eu me levo, com ou sem vontade. Não importa o que eu faça, estou junto, inseparável, simbiótico assim. Com ou sem outra companhia, eu me acompanho. Quando todos vão embora, quando as luzes se apagam, quando cada dia vai dormir, quando cada novo dia acorda, eu permaneço. Mesmo quando durmo, o enredo dos meus sonhos, de uma forma e de outras também, fala de mim, vê se pode! Ainda que, de vez em quando, nos períodos inevitáveis de cansaço da convivência, eu tente escapar desse contato por meio de algum disfarce, conhecido ou inédito, não demora muito eu me encontro novamente. Não tem jeito.

Toda vez que me tornei insuportável para mim, eu me meti numa encrenca. Das grandes. É muito complicado passar tanto tempo na companhia de alguém que a gente não curte. De alguém que a gente não está conseguindo olhar nos olhos. De alguém cuja voz nos irrita. De alguém com quem não conseguimos permanecer em silêncio, até onde o silêncio é viável. De alguém cuja presença faz o nosso coração recuar. Muito além de um mero capricho, é por isso também que eu insisto tanto em investir nessa relação. É maravilhoso contar com a presença das pessoas que eu amo, mas, antes de tudo, estar comigo, com ou sem elas, precisa ser minimamente confortável, apesar de toda instabilidade climática e da possibilidade de chuvas ocasionais e trovoadas no decorrer do período. Precisa ter a maior qualidade de leveza que eu consiga. E, na medida do possível, precisa ser até divertido. Afinal, não é pouca coisa: são vinte e quatro horas, ininterruptas, por dia. Só dá pra levar bem se rolar afeto, como diz um amigo meu. Só dá pra levar bem se existir, um pouco que seja, de amor, ele que, a gente sabe, é capaz de coisas incríveis. Muito mais do que um luxo, aprender a conviver melhor comigo é uma prioridade, sempre atualizada, além de ser um descanso.

Ana Jácomo

Investir no sossego do próprio coração...

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Investir no sossego do próprio coração é algo tão complexo por causa da sua simplicidade. Porque ser simples é uma das coisas que mais dificulta a nossa vida. Investir no sossego do próprio coração é não abrir uma brecha, que poderá virar uma represa, para alguém que não está disponível afetivamente. É prestar atenção nos sinais e indícios que a pessoa dá, logo nos primeiros encontros, do tamanho do sofrimento ou da alegria que ela poderá lhe proporcionar. É saber-se só em quaisquer situações, mesmo acompanhado, pois as consequências de nossas escolhas são absolutamente nossas.
Investir no sossego do nosso próprio coração é saber que aquilo que está doendo deverá ser extirpado e não manter apego ao sofrimento, por mais que o uso do bisturi cause quase a mesma dor. É proporcionar-se bons momentos divorciando-se de tantos lamentos. É não adiar sofrimento postergando decisões tão necessárias. É não se acomodar com a falta de excitação pelas coisas, pessoas, trabalho. É saber-se merecedor de experienciar um amor inteiro, intenso, extenso, imenso, verdadeiro... Recíproco! É aumentar, um pouquinho a cada dia, o seu tamanho. É ter a certeza e a confiança de que as coisas têm um encaixe, mas que é preciso deixar ir, ou ir ao encontro, ou conformar-se com o desencontro, ou esquecer, ou lembrar-se de outras coisas, ou relacionar-se de outra forma.
Investe no sossego do próprio coração quem não rumina o que machuca, quem não fica descascando a ferida impedindo que a mesma cicatrize, quem não se disponibiliza de maneira subserviente e em tempo integral ao ponto de ser desvalorizado ou descartável, quem não aceita menos do que merece: coisas pela metade. Investe no sossego do próprio coração quem sofre, grita, chora, mas cresce! Quem não se repete, quem se surpreende consigo mesmo, quem trabalha o desapego, quem se abre para as coisas que possuem mais calor e sensibilidade.
Investir no sossego do próprio coração é coisa que não vem com a idade, mas com a ideia de que se pode vivenciar um momento de paz e repouso, é desocupar o peito para abrir espaço para o novo, é entregar-se ao desconhecido com inocência e totalidade, é não ter medo de pronunciar verdades, é ser honesto consigo, com o outro.
Investe no sossego do próprio coração quem não se contenta com pouco.


Marla de Queiroz


17 de janeiro de 2012

Querida eu,

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pare de ter pensamentos ruins, pois você tem um Deus que esta com você todas as horas do seu dia e da sua vida e vai cuidar de você. Lembre-se que Ele te ama e te aceita como é e você é perfeita aos olhos dEle. Lembre-se de todas as coisas que Ele já fez por ti, e tenha FÉ em tudo o que ainda há de vir. Lembre-se também que sua boca deve ser um canal "profetizador de bençãos" e não ao contrário. Ao se olhar no espelho, NUNCA pense que esta vendo uma pessoa derrotada, feia e que não tem nada na vida, e sim, que você é uma BENÇÃO e filha do Dono do Mundo, que é capaz de realizar sonhos e de conquistar seus objetivos. Lembre-se que Ele também lhe deu um presente, alguém lindo, amoroso, companheiro e que também te aceita como és e sendo assim, valorize-o e ame-o e confie pois foi Deus quem os uniu e o que Ele une homem nenhum separa (F ♥). Tenha coragem pois a vida não é fácil, as lutas são longas e dolorosas, mas não há nada que você não possa suportar pois as mãos de DEUS sustentam você.
Mantenha-se tranquila.

Atenciosamente.

16 de janeiro de 2012

João 14: 6, 7

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6. Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim.
7. Se vós me conhecêsseis a mim, também conheceríeis a meu Pai; e já desde agora o conheceis e tendes visto. 

15 de janeiro de 2012

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