30 de junho de 2009

.ninguém nunca irá entender

Ninguém nunca irá entender por que eu preferi brincar com roupas velhas a descer no escorregador. Por que eu ficava feliz sem motivo ao invés de reclamar da vida. Por que eu preferi ficar em casa a ir naquela festa badalada. Por que eu chorei naquela tarde vazia, enquanto tantos estavam sorrindo. Por que eu escolhi o inteligente ao invés do bonito. Por que eu dei mais valor à qualidade do que à quantidade. Ninguém nunca vai entender... e também não quero que entendam. A graça da vida é ser uma incógnita que todos tentam desvendar, mas nenhum consegue.

28 de junho de 2009

.desisti de me entender

Realmente, tem coisas que eu já desisti de entender. Tenho manias que não sei explicar, as mais piradas encanações do mundo, só Deus sabe como eu me torturo por isso.
Ontem me bateu uma tristezinha, sabe? bem pequena. Fique mais uma vez, com vontade de me jogar na cama e não sair de lá nunca mais; abraçar o meu urso de pelúcia como se o pobre ser inanimado fosse tomar conta de mim e me proteger de mim mesma.
Quando parece que tudo esta correndo bem, eu mesma crio bloqueios na minha cabeça que acabam fazendo com que eu me sinta mal depois, uma espécie de peso na consciência, pq alguns dos meus atos acaba deixando algumas pessoas meio decepcionadas comigo. Não gosto disso, não mesmo!
Sempre quando eu tenho algum lugar pra ir, seja shopping, casa dos amigos, festinha etc, muitas vezes não consigo curtir como eu deveria (18 anos, vamos lá!!!), pq eu começo a pensar coisas com relação aos meus pais, e a isso esta ligado coisas que aconteceram comigo no passado que me deixam meio insegura. Me preocupo com os horários e em fazer tudo da maneira correta; deixo de pensar em mim, na minha diversão pra pensar nos meus pais; sempre penso que é ruim eles terem que sair de casa tarde só pra ir me buscar, me sinto como "um peso" pra eles \:, mesmo quando eles dizem que não tem problema, tem sempre algo que me incomoda... não consigo ficar a vontade sem estar me explicando toda hora pra eles ou pra quem quer que seja, fico com medo de levar bronca ou de acontecer algo com eles no caminho... então acabo muitas vezes me preocupando com eles e acabo por não curtir o momento, por assim dizer.
Não sei, tem gente que não entende mas... eu penso da seguinte forma: independentemente da minha idade, ou se eu tenho meu próprio dinheiro ou não, acredito que enquanto eu viver sob o mesmo teto que eles, eu devo sim satisfação do que eu faço e do que eu deixo de fazer, afinal, são eles quem pagam as minhas contas e são eles que são responsáveis por mim, então, não vejo outra explicação pra minha preocupação a não ser essa, algo como uma obrigação, a obrigação de obedecer e fazer tudo certo, cumprindo o meu papel de filha!. CARA COMO EU ODEIO ISSO, ODEIO SER ASSIM COM RELAÇÃO A ESSE ASSUJNTO! ODEIOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO!!!! Depois começo a pensar em mais coisas. tenho medo de não conseguir fazer tudo que eu sonho em fazer, tenho medo de acabar me isolando dentro de uma bolha por não fazer as coisas por insegurança ou sabe lá Deus que nome tem essas minhas maluquices. tenho medo de não ter histórias pra contar pros meus filhos, tenho medo de estar perdendo minha adolescência sem fazer muitas coisas das quais eu adoraria me lembrar depois! Vejo outras pessoas saindo, se divertindo, frequentando lugares que eu gostaria de frequentar tbm, pessoas da minha idade etc, enquanto eu to aqui, enquanto eu VIVO aqui, no mundo da Marcella, onde tudo tem que ser teoricamente perfeito, onde todos os lados tem que sair felizes, pq se não acontecer assim, é o fim!
Minha cabeça não para de pensar, são milhões de palavras borbulhando aqui dentro, e eu já nem sei mais como dizer as coisas... minha cabeça esta uma bagunça, tenho um nó na minha garganta! Desmaiei!*

26 de junho de 2009

.você só pode estar brincando!

Pois é, foi isso mesmo que eu disse quando recebi a notícia, enquanto estava no cursinho. Percebi um alvoroço entre os alunos, todos chocados dizendo: "ele morreu mesmo?" e eu pensei: "mas quem morreu?!", até que eu ouvi o nome dele: Michael Jackson! Eu imaginei que fosse apenas mais uma brincadeira de quem adora espalhar notícias maldosas pela rede, não acreditei quando escutei, até que minha mãe me confirmou e eu vi na televisão. Fiquei chocada. Parecia que esse dia NUNCA chegaria, afinal, era Michael!
Apesar de todas as críticas, polêmicas e julgamentos por ele negar suas reais origens, não tinha como NÃO DIZER que ele não era realmente o Rei do Pop; uma voz super, músicas legais e o jeito incrível de como ele dançava movia o mundo todo.
É impressionante, quando uma pessoa é tão famosa desse jeito, nos da a impressão de que o dia de sua morte jamais chegará, e quando acontece, pensamos: "mas como assim? é impossível!". Mas fazer o que, né? O jeito agora é apenas se conformar com o fato e relembrar Michael e todo o seu sucesso :) Que descanse em paz o Rei do Pop!.

.Michael Jackson, dom, fama, dinheiro, sucesso, intensidade, morte, lembranças!

24 de junho de 2009

.uma manhã bonita :)


Sim, por incrível que pareça, depois de uma noite um pouco mal dormida, eu acordei me sentindo... bem! Não tão bem quanto eu gostaria de estar, mas já é alguma coisa.
Estou aqui sentada escrevendo e sentindo a brisa geladinha que entra pela janela junto com os raios de Sol que iluminam o meu quarto! Pelo menos agora pela manhã, esta um belo dia. É nessas horas que eu me sinto bem, feliz por estar onde eu estou; gosto de momentos assim! Apesar de viver em uma selva de pedras, tem muitas coisas que podemos observar na natureza :) Ignorem a fumaça que fica sobre a cidade, olhem o azul do céu *-* É tão bonito, né? As nuvens, por um momento pare e olhe pra elas, procure desenhos, é relaxante! :) E o verde das folhas das árvores? adorável! :) O canto dos passarinhos me agrada :) principalmente de manhã!
Essas coisas me fazem querer, me faz sentir bem, me sinto leve e pelo menos por alguns instantes, renovada!

22 de junho de 2009

.um bom filme

É sempre bom ver um filme que nos emociona, que faz a gente pensar e até chorar um pouco :) Hoje vi um filme que eu amo, já assisti muitas vezes; chama-se:
"Tudo Acontece em Elizabethtown".





Sobre o filme:


Drew Baylor (Orlando Bloom) é um poderoso designer cuja vida se torna completamente descontrolada em um dia fatídico. Após provocar um prejuízo de US$ 972 milhões para a Mercury, a maior empresa de esportes dos Estados Unidos, ao elaborar um tênis que foi um fiasco, Drew Baylor (Orlando Bloom) é demitido pelo magnata Phil DeVoss (Alec Baldwin). Ellen Kishmore (Jessica Biel), sua namorada, acaba com Drew. Ele decide cometer suicídio e estava para executá-lo, quando o celular toca. Drew atende e sabe através da sua irmã, Heather (Judy Greer), que o pai deles, Mitchell (Tom Devitt), morrera de infarto em Elizabethtown, Kentucky, cidade-natal de Drew. Heather diz que ela e a mãe deles, Hollie (Susan Sarandon), precisam do apoio dele e, além disto, teria de ir até Elizabethtown para ajudar a organizar o funeral. No vôo ele conhece Claire Colburn (Kirsten Dunst), uma aeromoça que lhe dá alguma esperança no futuro, uma bonita garota com um temperamento positivo. Ela decide guiar Drew de volta para casa e ensinar a ele o que significa viver e amar durante o caminho. Uma história que mistura comédia romântica com uma boa dose de drama, além de uma ótima trilha sonora ;)

*Infelizmente, eu não disponho de nenhum link que tenha a trilha sonora do filme para Download :/ Mas mesmo assim, assistam, vale a pena :)


Posters:






21 de junho de 2009

.quando o sangue ferve

Pois é. Os dias vão passando, ai o tempo começa a ficar mais curto, mais apertado e chega ele: o desespero! É como se o teto fosse abaixando sobre minha cabeça e eu fosse ficando sem ar. Ai, por qualquer motivo, por qualquer besteira, o sangue ferve, chego até a ficar tonta e com o rosto quente de tanto ódio, tanta raiva, de tanta vontade de gritar, de mandar todo mundo se foder, de dar um soco em alguém. É horrível ficar assim, dói a cabeça e até os músculos do pescoço; tensão! Depois das explosões de fúria que nem um vulcão, vem as palavras, as frases que eu jamais deveria ter dito. São pequenos comentários, que quando mal interpretados, viram um buraco negro, uma bola de neve e uma irritação... beeeeeeeeeeeem grande! E como sempre eu me arrependo depois, mas ai, como a maioria dos seres humanos, o orgulho toma conta e eu penso: "quer saber? foda-se, falei mesmo! :)". Então, logo começo mais uma das minhas crises filosóficas: quando uma pessoa não esta bem consigo mesmo, é, consequentemente impossível se sentir bem com alguma situação, ou se sentir aliviado de algum pensamento negativo. Controlar "o filtro" por onde passam as palavras quando são enviadas do cérebro à boca é muito complicado. Na hora da irritação, acabo me achando a dona da razão e esqueço "o outro lado" da conversa, de novo o orgulho (ou até egoísmo as vezes! Mas é bom vai; ou você pensa que me engana com essa cara de pateta lendo isso? Eu sei que você tbm tem crises de egoísmo de vez enquando!).
No calor do momento, com tantas coisas acontecendo mesmo que não pareça que estão de fato acontecendo, as vezes a tendência é mesmo perder a calma, perder a paciência por qualquer bobagem. Aquela insegurança, aquele medo de não conseguir ser nada na vida, aquele terror de ver o ano na metade já e me dar conta de que eu não tenho muito tempo, de me dar conta que as aulas não são brincadeira. E a cada simulado que passa, eu vejo ainda mais claro que definitivamente, se eu não der um jeito agora, se eu não arrancar a preguiça de dentro de mim e me esforçar ao máximo nesse restinho de ano que me resta, vai ser um ano completamente perdido, em partes. Isso me apavora, é esse, com toda certeza do mundo, um dos maiores motivos pela minha falta de controle, pelo meu desanimo, pela minha falta de paciência para lidar com os outros e até comigo mesma. Estou chata, com medo, perdida, com dor de cabeça, chateada, ofendida, me sentindo um nada. Não sei quando isso vai passar, não sei quando eu vou estar menos chata e irritante, sinceramente eu não sei, mas espero que passe logo! :/

20 de junho de 2009

.mágramática


O Teatro Mágico
Composição: Fernando Anitelli

Todo sujeito é livre para conjugar o verbo que quiser
Todo verbo é livre para ser direto ou indireto
Nenhum predicado será prejudicado
Nem tampouco a frase, nem a crase
Nem a vírgula e ponto final
Afinal, a má gramática da vida
Nos põe entre pausas
Entre vírgulas
E estar entre vírgulas
Pode ser aposto
E eu aposto o oposto
Que vou cativar a todos
Sendo apenas um sujeito simples
Um sujeito e sua visão
Sua mágramática apressa e sua prece
Que enxerguemos o fato
De termos acessórios para a nossa oração
Adjuntos ou separados
Nominais ou não
Façamos parte do contexto
Sejamos todas as capas de edição especial
Mas, porém, contudo, todavia
Sejamos também a contracapa
Porque ser a capa e ser contracapa
É a beleza da contradição
É negar a si mesmo
E negar-se a si mesmo
É muitas vezes encontrar-se com
DeusCom o teu Deus
Senhoras e Senhores
Que nesse momento em que cada um se encontra agora
Um possa se encontrar ao outro
E o outro no um
Até por que
Tem horas que a gente se pergunta...
Porque é que não se junta tudo numa coisa só?

18 de junho de 2009

.de um livro [2]

" Uma Pequena Teoria
As pessoas só observam as cores do dia no começo e no fim,
mas, para mim, está muito claro que o dia se funde através de
uma multidão de matizes e entonações, a cada momento que passa.
Uma só hora pode consistir em milhares de cores diferentes.
Amarelo céreos, azuis borrifados de nuvens. Escuridões enevoadas.
No meu ramo de atividade, faço questão de notá-los."
{Markus Zusak - a menina que roubava livros}

.de um livro

"O único dom que me salva é a distração. Ela preserva a minha sanidade."

{Markus Zusak - a menina que roubava livros}

.cuidado com a ambição

"Ambição é como veneno. Na dosagem errada, mata."

{Marcos Teixeira de Souza}

16 de junho de 2009

.as meninas populares

Fala pra mim: que menina nunca quis ser uma delas, heim? usar as roupinhas da moda, cabelos impecáveis, pele de pêssego, magrelas, e o melhor de tudo, elas vivem na companhia daqueles caras, os "mais gatinhos" do colégio. Elas são sempre as mais adoradas por quase todos os professores e outros alunos, são as primeiras a serem convidadas para uma super festa na casa de algum carinha, são as mais comentadas, e mais um monte de outros mais. E as garotas não tão populares, como ficam se sentindo? Haha, eu pelo menos, me sentia e ainda me sinto um pouco mal. Nunca fui de me expor, os meninos populares nunca conversaram comigo, pelo contrário, eu era até zoada por eles no colégio ¬¬. Sempre fui a gorduxa estranha da sala, tímida, porém eu também tinha, e ainda tenho o carinho dos professores, só falavam bem de mim nas reuniões de pais e mestres :) tenho orgulho disso, agora, as outras? puff! era só esculaxo, e eu, de certa forma, até por maldade, adoraaaava ver alguns professores e até mesmo outros colegas de classe falando mal delas, haha, era a minha diversão. Quando a casa caia pra elas, era a minha glória, confesso, HOAIUHAIOUHAIHAIOAHIOHA. Eu acreditava que depois que acabasse o colégio, nunca mais teria de olhar pra cara desse tipo de gente, mas me enganei, vira e mexe as encontro no shopping e o pior, elas ainda me olham com aquela cara de "sou maior e mais bonita que você, muahahaha!", é muito irritante,mas fazer o que né? apesar da minha louca vontade de sair dando chute na boca daquelas otárias, eu não posso fazer isso, shopping de certa forma é um lugar público, HUIOAHOAIHAOIUHAIOUHA. E agora que eu estou no Cursinho, em outro colégio, com outras pessoas, percebi que em todo lugar tem esse tipo de gente, mas é claro, com toda a certeza do mundo, essas meninas (pelo menos as do CURSINHO, que fique claro!) são mais maduras :) acho que não pensam tanto em mostrar o rostinho bonito e as roupas de marca, ou pelo menos, são mais discretas, rs. Elas são inteligentes, esforçadas, e até simpáticas as vezes :) Por incrível que pareça, esse ano eu até falo com algumas meninas populares :) umas são bem simpáticas, já outras... eu achava que eram, sabe? mas aquele jeito meio sarcástico, irônico, me incomoda um pouco. Nunca se sabe se a pessoa esta sendo sincera ou só esta tirando onda com a minha cara sem eu nem me dar conta! Voltei hoje da aula até me sentindo mal por causa disso. Não sei, algumas pessoas me olham como se eu fosse um monstro, é bem chato. Pode parecer paranóia de quem sofreu bastante no colégio por causa desse povo metido, mas sei lá, mas que da a impressão, aaah isso da sim, não nego!
Mas eu estou começando a tentar entender que, embora eu não seja a mais bonita da escola, nem a mais magra, nem a mais super das super's, eu devo me aceitar do jeito que eu sou, com as coisas que possuo, tanto materiais quanto "emocionais"; pq a beleza é passageira neh, o dinheiro tbm, roupas então, piorou! O que cabe a mim fazer agora é tentar não me deixar levar por pensamentos pessimistas, por mais difícil que isso seja, e levar a vida do meu jeito. Afinal, pra que perder tempo reparando e cuidando da vida dos outros? :) Certo que uma fofoquinha aqui, um comentariozinho ali não fazem mal a ngm, né? Afinal, somos seres humanos, com todas suas alegrias e tristezas de ser! "Meninas malvadas" só causam dores de cabeça...

15 de junho de 2009

.os insetos interiores

A Metamorfose ou Os Insetos Interiores ou O Processo
O Teatro Mágico
Composição: Fernando Anitelli


Notas de um observador:
Existem milhões de insetos almáticos.
Alguns rastejam, outros poucos correm.
A maioria prefere não se mexer.
Grandes e pequenos.
Redondos e triangulares,
de qualquer forma são todos quadrados.
Ovários, oriundos de variadas raízes radicais.
Ramificações da célula rainha.
Desprovidos de asas, não voam nem nadam.
Possuem vida, mas não sabem.
Duvidam do corpo, queimam seus filmes e suas floras.
Para eles, tudo é capaz de ser impossível.
Alimentam-se de nós, nossa paz e ciência.
Regurgitam assuntos e sintomas.
Avoam e bebericam sobre as fezes.
Descansam sobre a carniça, repousam-se no lodo,
lactobacilos vomitados sonhando espermatozóides que não são.
Assim são os insetos interiores.
A futilidade encarrega-se de maestra-los.
São inóspitos, nocivos, poluentes.
Abusam da própria miséria intelectual,
das mazelas vizinhas, do câncer e da raiva alheia.
O veneno se refugia no espelho do armário.
Antes do sono, o beijo de boa noite.
Antes da insônia, a benção.
Arriscam a partilha do tecido que nunca se dissipa.
A família. São soníferos, chagas sem curas.
Não reproduzem, são inférteis, infiéis, invertebrados.
Arrancam as cabeças de suas fêmeas,
Cortam os troncos, urinam nos rios e nas somas dos desagravos,
greves e desapegos. Esquecem-se de si.
Pontuam-se a cria que se crie, a dona que se dane.
Os insetos interiores proliferam-se assim:
Na morte e na merda.Seus sintomas?
Um calor gélido e ansiado na boca do estômago.
Uma sensação de: o que é mesmo que se passa?
Um certo estado de humilhação conformada o que
parece bem vindo e quisto.
É mais fácil aturar a tristeza generalizada
Que romper com as correntes de preguiça e mal dizer.
Silenciam-se no holocausto da subserviência
O organismo não se anima mais.
E assim, animais ou menos assim,
Descompromissados com o próprio rumo.
Desprovidos de caráter e coragem,
Desatentos ao próprio tesouro... caem.
Desacordam todos os dias, não mensuram
suas perdas e imposturas. Não almejam, não alma,
já não mais amor.
Assim são os insetos interiores.

14 de junho de 2009

.uma garota madura!

Acabei de saber que é essa a impressão que eu passo para outras pessoas a maioria das vezes. A imagem de uma garota crescida, madura, forte, com iniciativa para fazer as coisas acontecerem. Claro que pra algumas coisas eu sou assim mesmo. Quando coloco uma ideia na cabeça, nem Deus tira! Vou atrás, mexo meus pauzinhos pra que saia tudo direitinho, do jeitinho que eu imaginava. Ainda mais quando se trata de assuntos do coração (lógico, quando ainda é o COMEÇO, como eu disse no post anterior). Mas tem coisas que eu não me permito. As vezes o orgulho grita mais alto que eu, e é difícil dar o braço a torcer. Não sei falar do que eu sinto, não sei confortar uma pessoa com palavras, mas acabo sendo uma ótima ouvinte; não sei controlar minha ansiedade, não me permito entregar meu coração a alguém. Talvez isso tudo seja medo, medo de me decepcionar, medo de errar, medo de magoar alguém, medo de me expor, preocupação com o que os outros vão falar e pensar de mim. Já ouvi muitas vezes, que pra eu ser aceita, deveria me aceitar primeiro, do jeito que eu sou. Eu me aceito sim, mas sempre acho que eu poderia melhorar. Me falta um pouco de esforço as vezes, é justamente isso que eu tenho que melhorar, pois quando eu sinto que vem uma vontade enorme de seguir em frente, eu deveria mergulhar com tudo ao invés de recuar, como eu sempre faço! Passar a imagem de forte, equilibrada, as vezes é bom. Talvez me camuflar por trás dessas "qualidades" seja um jeito de me proteger do mundo, crescer e mostrar quem eu sou de verdade, mesmo sabendo que eu não preciso provar nada pra ninguém... É, meu caro, nem sempre um sorriso mostra a realidade, nem sempre um bom conselho é aquilo que a pessoa que o da, segue. Pode ser que toda aquela força aparentemente atraente, esconde uma garota frágil, cheia de planos e sonhos. Aprenda a observar tudo o que acontece ao redor, com calma e descrição, "os fins" podem ser surpreendentes.

13 de junho de 2009

.pq é tão complicado gostar?

Como alguns outros, você passou pela minha vida. Logo da primeira vez que te vi, senti uma coisa boa em mim, e sabia que ali, naquela noite, eu estaria com você. Ah, o começo *-* sim sim, bom como todos os começos devem ser. A expectativa de ver uma mensagem sua no meu celular logo de manhã, era tão grande que eu não via a hora de amanhecer pra poder ler o que você havia escrito. Quando nos encontramos novamente, dessa vez só nós dois, foi como se não houvesse mais ninguém por perto. Me senti bem ao seu lado, alegre, ri muito com as nossas conversas, como se você fosse a única razão de eu existir naquele momento. O seu rosto, seus lábios. Os abraços? Sim, os abraços. Tão gostosos, fortes, seguros, corpo com corpo (que que corpo!!!). Os beijos? Ah, os beijos... quentes, demorados, tensos. No fundo, no fundo, eu acreditei, apesar de pouco tempo, que dessa vez eu havia encontrado a pessoa ideal. Mas como eu disse: ideal. Para algumas coisas, o ideal existe apenas na nossa mente. Todos tem defeitos e você não poderia ser diferente. Mas eu achei sim, eu achei que daríamos certo. Estávamos curtindo tanto estar juntos, era recíproco. Mas eu não sei o que aconteceu, não entendo o que eu possa ter feito de errado pra que você quisesse se afastar de mim. Isso me deixou muito triste e brava! Se ao menos você tivesse me falado antes, mas não... 2 semanas se passaram e eu continuei mandando mensagens, me preocupando com você, correndo atrás e pra que? Pra você tirar seu corpo fora antes que fosse mais tarde ainda. Até agora não entendi o que aconteceu, nossa conversa não foi muito convincente. Você me pediu um tempo, mas... não sei como funciona essa coisa de tempo, pra mim é o maior caô do mundo! Porquê? Você quis se afastar de mim por estar numa fase ruim de verdade ou porque você estava sentindo que eu estava gostando mais de você do que você de mim? Era isso que eu queria entender, só isso! Eu achei que ficaria mais triste e brava do que eu realmente fiquei, mas não posso dizer que não sinto nem um pouco a sua falta, pois seria uma mentira deslavada! Já pensei em muitas vezes mandar mensagens dizendo que sinto sua falta, mas não vou fazer isso, apesar da vontade ser grande. O meu orgulho fala mais alto as vezes do que a vontade do meu coração. Sei que eu vou te ver de novo. Fiquei feliz de saber que iss vai acontecer daqui a uns dias, confesso.
É por essas e outras, que eu NÃO GOSTO de me apegar às pessoas, qualquer um, pois no fim, a pessoa sempre me deixa quando eu mais preciso, vai embora ou faz algo que me magoa. Esse tipo de coisa deixa o coração acabado, com medo de se envolver de novo, de confiar, de se entregar. São sentimentos difíceis de lidar, mas que me fortalece sempre. São fatos que servem de lição. Isso não quer dizer que nada disso vai acontecer de novo comigo, e sim que da próxima, meu coração já esta avisado. É difícil gostar de alguém...

12 de junho de 2009

.a flor da pele :S


Eu estou triste agora e precisava surtar. Estive pensando e acho que... pra mim, este ano esta sendo totalmente perdido. Não acho que eu vá conseguir entrar na faculdade no final do ano. No pé que estão as coisas, acho que não da mais tempo de estudar e entender um monte de matéria. Não consigo achar um motivo que me anime a correr atrás do que ainda da tempo de fazer pra ajeitar as coisas. Estou desanimada, desmotivada. Fazendo uma soma total, acredito que houveram poucos dias em que eu me senti bem, alegre, disposta a correr atrás de tudo e conseguir tudo o que eu quero. Mas sei lá, já disse isso aqui muitas vezes, é como se... uma força maior me empurrasse pra baixo novamente. Não sei como explicar. Me sinto sozinha, meio rejeitada, desajustada, desregulada. Claro, tive e ainda vou ter lá meus momentos de risadas descontroladas, filmes, alegrias, amigos, romances e lances (6). Mas não sei, acho que o que me afeta é mais o lado emocional (ou isso tudo é a mesma coisa?! ah, sei lá!). É um desabafo de momento, em segundos eu vejo tudo errado, sem saídas, sem soluções. Me sinto triste e com a impressão de que nada vai dar certo pra mim. Depois, volto ao normal, desencano desses pensamentos e aquela "força" (não tão grande, mas não deixa de ser uma força) volta, me fazendo querer que tudo fique bem. Mas não demora muito até que eu volte a ficar no escuro novamente. Entre razões e emoções, não é? Confusa.


:*

.o dia!


10 de junho de 2009

.song

Vai pagar caro por me Conhecer
Banda Glória


Chegou a hora e eu não vou correr
Não tenho medo pra te entregar
Minha amnésia apagou você
Agora é minha vez de te falar
Eu não vou acreditar no que você me diz
No que inventa para ser feliz
Nesse seu mundo que vai me matar
Eu cansei, eu não consigo esperar você
Eu paguei caro para te esquecer
De todos planos eu já desisti
Deixei pra trás tudo que consegui
Na minha vida não vai mais entrar
Na sua vida não vou mais passar
E se você tentar me esquecer
Vai pagar caro por me conhecer
Não venha dizer o que eu fui pra você
Pois eu não vou mudar meu jeito de pensar
Não venha querer tentar me convencer
Pois não tenho mais tempo pra te aguentar.

Quantas vezes eu escrevi aqui que queria que as coisas mudassem? Quantas vezes eu disse aqui que eu estava cansada das mesmas situações, das mesmas pessoas, do mesmo "tudo"? Pois é, depois que tudo mudou, eu até gostei, conheci pessoas, aprendi coisas novas, senti coisas diferentes, aprendi a conviver longe dos meus amigos mais antigos, que aliás, que me fazem uma falta danada! Bom, mas agora que tudo mudou, me peguei sentindo falta de como eram as coisas antes, sabe? Me peguei relembrando como era acordar todo santo dia de manhã, às 7h00 pra ir pra escola, chegar na sala de aula e ver todo mundo ali, os meus amigos e até mesmo aquela turminha que eu não gostava (e continuo não gostando), as bagunças, os professores e aquelas aulas intermináveis. Sinto falta tbm dos 20 minutos de intervalo sentada na rampa lá no jardim, eram, por assim dizer, os melhores 20 minutos do meu dia. Depois que eu saia da aula, vinha pra casa correndo almoçar, me trocar pra ir pro estágio... Ai se eu soubesse que aquele lugar me faria tanta falta! Eu tbm estava enjoada de ver meus colegas de trabalho todos os dias (alguns eu prefiro nem comentar!), estava cansada de fazer muito e não ter a valorização que eu merecia (se bem que por alguns eu tinha essa valorização, já pra outros...). Mas ai chegou o último dia de trabalho, era o último dia que eu atenderia o balcão, que eu veria aquelas pilhas e pilhas de processos, haha, só depois eu me dei conta de que tudo já estava diferente. Fiquei por alguns dias sem fazer absolutamente NADA, até começarem minhas aulas no cursinho... Como foi estranho chegar numa sala de aula, com mais de 100 alunos e não conhecer ninguém. Mas aos poucos as coisas foram se ajeitando e consegui me enturmar. Fiz amigos, conheci pessoas novas, como já disse ali em cima. Arranjei até um amor platônico pelo meu professor de Literatura, hahaha, mas não é aquele amor de desejo carnal, se é que vocês me entendem... É um amor de carinho, por admirar a inteligência dele e a forma fantástica de como ele passa a sabedoria dele pra sala toda... bom, enfim! Isso é ótimo mas... não sei, ainda falta alguma coisa. Será que essa falta que eu estou sentindo é de mim mesma? Devo ter me perdido em alguma avenida por ai! Será que falta ainda eu me aceitar e descobrir o que eu quero pra mim, de verdade? São sempre as mesmas perguntas que eu não consigo achar a resposta e pelo andar da carruagem, ainda vou demorar um bom tempo. Preciso voltar àquela suposta avenida pra ver se eu me acho por lá...
*ok, foi só um dos meus posts perdidos... sem pq. :)

5 de junho de 2009


É incrível. Perdemos tanto tempo preocupados em conhecer as pessoas, viver intensamente, correr riscos, ser legal e bem aceito, que esquecemos de quem somos. No decorrer dos acontecimentos, a gente se empolga demais e de novo esquecemos que quanto maior a subida, maior ainda é o tombo depois. Mais uma vez, quando pensei que tudo ficaria bem, meu tapete é puxado! Dessa vez foi menos dolorido do que em outros casos, mas doeu do mesmo jeito. Eu estava me sentindo feliz, no caminho certo e super motivada a fazer as coisas. Via em cada dia uma luz intensa que me fazia movimentar com mais vontade. Mas então, de novo tudo volta a ser incerto, inseguro e frio. O medo volta e a desmotivação invade o meu corpo novamente! Meus dias (a maioria das horas pelo menos) não foram mto bons. Não entendo o que esta acontecendo comigo mas ando triste, meio sozinha pelos cantos, as vezes revoltada, as vezes triste, as vezes com raiva das mesmas desculpas esfarrapadas que já estou cansada de ouvir... É tão difícil assim ser sincero? Tentar me evitar não resolve nada. É como se minha cabeça tivesse entrado em pane, não consigo ver soluções para coisas óbvias, meu otimismo sumiu, foi junto com meu tapete. Eu até dou umas risadas e fico bem por alguns momentos :) mas logo volto a pensar sobre as coisas e fico de novo daquele jeito. As vezes me questiono se vou conseguir, se vou ser alguém, se sou capaz, se sou forte o suficiente, mas as respostas nunca chegam até mim. Não prometo que vou conseguir, mas prometo que vou tentar encontrar essas respostas e fazer com que eu volte a ver nos dias aquela luz.


*Considerar a nossa maior angústia como um incidente sem importância, não só na vida do universo, mas da nossa mesma alma, é o princípio da sabedoria. Fernando Pessoa*


:*

2 de junho de 2009

'Um poema de Fernando Pessoa :)


Não sei quantas almas tenho.
Cada momento mudei.
Continuamente me estranho.
Nunca me vi nem acabei.
De tanto ser, só tenho alma.
Quem tem alma não tem calma.
Quem vê é só o que vê,
Quem sente não é quem é,
Atento ao que sou e vejo,
Torno-me eles e não eu.
Cada meu sonho ou desejo
É do que nasce e não meu.
Sou minha própria paisagem;
Assisto à minha passagem,
Diverso, móbil e só,
Não sei sentir-me onde estou.
Por isso, alheio, vou lendo
Como páginas, meu ser.
O que segue não prevendo,
O que passou a esquecer.
Noto à margem do que li
O que julguei que senti.
Releio e digo : "Fui eu ?"
Deus sabe, porque o escreveu.
:*

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