21 de junho de 2009

.quando o sangue ferve

Pois é. Os dias vão passando, ai o tempo começa a ficar mais curto, mais apertado e chega ele: o desespero! É como se o teto fosse abaixando sobre minha cabeça e eu fosse ficando sem ar. Ai, por qualquer motivo, por qualquer besteira, o sangue ferve, chego até a ficar tonta e com o rosto quente de tanto ódio, tanta raiva, de tanta vontade de gritar, de mandar todo mundo se foder, de dar um soco em alguém. É horrível ficar assim, dói a cabeça e até os músculos do pescoço; tensão! Depois das explosões de fúria que nem um vulcão, vem as palavras, as frases que eu jamais deveria ter dito. São pequenos comentários, que quando mal interpretados, viram um buraco negro, uma bola de neve e uma irritação... beeeeeeeeeeeem grande! E como sempre eu me arrependo depois, mas ai, como a maioria dos seres humanos, o orgulho toma conta e eu penso: "quer saber? foda-se, falei mesmo! :)". Então, logo começo mais uma das minhas crises filosóficas: quando uma pessoa não esta bem consigo mesmo, é, consequentemente impossível se sentir bem com alguma situação, ou se sentir aliviado de algum pensamento negativo. Controlar "o filtro" por onde passam as palavras quando são enviadas do cérebro à boca é muito complicado. Na hora da irritação, acabo me achando a dona da razão e esqueço "o outro lado" da conversa, de novo o orgulho (ou até egoísmo as vezes! Mas é bom vai; ou você pensa que me engana com essa cara de pateta lendo isso? Eu sei que você tbm tem crises de egoísmo de vez enquando!).
No calor do momento, com tantas coisas acontecendo mesmo que não pareça que estão de fato acontecendo, as vezes a tendência é mesmo perder a calma, perder a paciência por qualquer bobagem. Aquela insegurança, aquele medo de não conseguir ser nada na vida, aquele terror de ver o ano na metade já e me dar conta de que eu não tenho muito tempo, de me dar conta que as aulas não são brincadeira. E a cada simulado que passa, eu vejo ainda mais claro que definitivamente, se eu não der um jeito agora, se eu não arrancar a preguiça de dentro de mim e me esforçar ao máximo nesse restinho de ano que me resta, vai ser um ano completamente perdido, em partes. Isso me apavora, é esse, com toda certeza do mundo, um dos maiores motivos pela minha falta de controle, pelo meu desanimo, pela minha falta de paciência para lidar com os outros e até comigo mesma. Estou chata, com medo, perdida, com dor de cabeça, chateada, ofendida, me sentindo um nada. Não sei quando isso vai passar, não sei quando eu vou estar menos chata e irritante, sinceramente eu não sei, mas espero que passe logo! :/

Um comentário:

Renata disse...

Querida, arrancar a preguiça podemos dizer que não é tãoooo fácil como parece ser, mas temos que dar o primeiro passo.
Você não precisa provar nada para ninguém e nem fazer nada para ninguém. Preocupe-se com você, faça as suas vontades (desde que elas sejam coerentes...hehehe)e acima de tudo seja crítica e paciente. E não se descabele !!! Olhe para o lado repare nas cores, nas flores e nos amores. Ah! Esses amores fazem da vida uma emoção. Por isso ame sempre, antes de qualquer pessoa, ame a você mesmo.

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