29 de outubro de 2009

Soneto do maior amor.



Maior amor nem mais estranho existe
Que o meu, que não sossega a coisa amada
E quando a sente alegre, fica triste
E se a vê descontente, dá risada.

E que só fica em paz se lhe resiste
O amado coração, e que se agrada
Mais da eterna aventura em que persiste
Que de uma vida mal-aventurada.

Louco amor meu, que quando toca, fere
E quando fere vibra, mas prefere
Ferir a fenecer - e vive a esmo

Fiel à sua lei de cada instante
Desassombrado, doido, delirante
Numa paixão de tudo e de si mesmo.

[Vinícius de Moraes]

3 comentários:

Dam disse...

Muito legal seu blog!!
Adorei XD

Seus textos são bem legais, voltarei mais vezes, to seguindo!!

Bjaum =)

Fe disse...

Nossa que lindoooooo! S2
adoro Vinícius de Morais...

bjobjo.

Joy disse...

Já vi esse texto numa atividade de Língua Portuguesa em sala... Realmente é lindo. E devo confessar que eu sou meio assim...


Bjos

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