30 de novembro de 2009

...

Em crise. Acredito que tem uma hora na nossa vida em que a gente sente medo das mudanças... Crescer é de fato muito difícil e doloroso, mas é um processo essencial para nossa vida.
Estou chegando na parte do filme em que "cai a ficha" de que não sou mais uma menina que precisa que lhe digam o que deve ser feito, na hora que deve ser feito e pra que deve ser feito... Mas eu até que gosto de ser assim, não preciso me preocupar muito por já estar tudo mais ou menos decidido por mim.
Hoje tomei a decisão de parar com o Cursinho. O que eu não aprendi até agora, esquece porque não vou aprender mais; no mínimo relembrar em um dia qualquer, mas aprender de fato, não da mais tempo. Eu estava indecisa com relação a isso, pois ir pra lá todas as noites era uma espécie de refúgio, uma espécie de "desculpa" para que eu não tivesse que tomar minhas próprias decisões e agora que me vejo prestes a perder o meu esconderijo, parece que eu perdi o rumo. Estou com a mesma sensação de quando sai do colégio, só que dessa vez, o meu medo esta sendo multiplicado por 10, no mínimo, porque esse meu ano no Cursinho, foi maravilhoso... Fiz ótimos amigos, tive excelentes professores e agora me vejo sem eles e sem as pessoas que eu conheci lá... Me sinto um pouco desprotegida, não sei bem o que faço agora. Fico mal em pensar agora nas despedidas, principalmente de um amigo especial que encontrei... Ele foi/é muito importante pra mim. Vou sentir falta das nossas conversar durante a aula, das nossas risadas e das confissões que já trocamos, enfim...
Eu estou com medo das mudanças, sinto fobia só de pensar. Já faz tempo que eu vi que o mundo é bem mais do que ir pra escola todos os dias, ficar sentado em uma carteira algumas horas e pronto. Mas entre saber que existe e começar a fazer parte "do mundo lá fora" é completamente diferente, é assustador. Quero dar orgulho para os meus pais (chorei), quero que eles me vejam feliz e realizada... Sinto medo de desapontá-los. Mas que fique BEM claro: o fato de eu estar dizendo isso, não quer dizer que eu esteja pensando SÓ neles, é óbvio que isso não é verdade, mas qualquer adolescente em crise e que dê valor a família sabe o quão importante é querer que nosso pai e nossa mãe sintam orgulho. Só não quero que eles pensam que eu sou relaxada, ou que eu não me importo com minha educação, com o meu sucesso e tudo o mais, eu me importo sim... Se eu não me importasse, não teria chego até aqui, e não teria criado sonhos pra alcançar.
Confusa e bem triste. As vezes eu penso que não vou me adaptar, parece uma montanha russa, eu nunca sei qual vai ser o próximo looping.
[essa música cai como uma luva, nessas horas.]

Não Vou Me Adaptar
Nando Reis
Composição: Arnaldo Antunes

Eu não caibo mais nas roupas que eu cabia
Eu não encho mais a casa de alegria
Os anos se passaram enquanto eu dormia
E quem eu queria bem me esquecia
Será que eu falei o que ninguém ouvia?
Será que eu escutei o que ninguém dizia?
Eu não vou me adaptar, me adaptar
Eu não tenho mais a cara que eu tinha
No espelho essa cara já não é minha
É que quando eu me toquei achei tão estranho
A minha barba estava deste tamanho
Será que eu falei o que ninguém ouvia?
Será que eu escutei o que ninguém dizia?
Eu não vou me adaptar, me adaptar
Não vou me adaptar!
Me adaptar!
Eu não caibo mais nas roupas que eu cabia
Eu não encho mais a casa de alegria
Os anos se passaram enquanto eu dormia
E quem eu queria bem me esquecia
Será que eu falei o que ninguém ouvia?
Será que eu escutei o que ninguém dizia?
Eu não vou me adaptar, me adaptar
Não vou me adaptar!
Não vou!
Eu não tenho mais a cara que eu tinha
No espelho essa cara já não é minha
Mas é que quando eu me toquei achei tão estranho
A minha barba estava deste tamanho
Será que eu falei o que ninguém ouvia?
Será que eu escutei o que ninguém dizia?
Eu não vou me adaptar, me adaptar
Não vou!
Não vou me adaptar!
Eu não vou me adaptar!
Não vou!
Me adaptar!
-

2 comentários:

Bruna Bianconi disse...

Entendo perfeitamente, me sinto exatamente assim.

Joy disse...

A vida é toda meio assim, meio louca, completamente cheia de altos e baixos, repleta de bons amigos, insignificante pros pessimistas, oportuna pros bons e normal pros entendiados.
E no meio dessa bagunça toda, o mundo lá fora! Esperando com a bocarra escancarada pra nos prender em suas garras. O que importa é não deixar que ele estraçalhe os sonhos. Nem mate nossa esperança.
Foque mais nos seus sonhos. Tente pelo menos por uns instantes fazer coisas loucas e mostrar que mesmo que seja mergulhada em mágoas, ainda há uma Mah que é feliz. Que não se importa com os obstáculos, só os ultrapassa.


Beijo grande!

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