2 de maio de 2010

Tempo ao tempo

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Desde quando tudo isso começou, eu sabia que poderia ter um final como esse. Não um final de fato, mas um quase ponto final, talvez. O que me deixa ferrada é ver o antes e o depois da história. Já disse e repito: todo começo são flores, fofuras, músicas melosas e por ai vai. E todo fim, ou... todo 'quase um ponto final' é tenso, frio e doloroso.
Os dias passaram e foi ficando cada vez mais difícil um novo encontro, mas eu tentei, juro que eu tentei. Fiz de tudo: liguei, mandei mensagem, frases, conversas, várias tentativas para manter tudo na linha e pra que? Pra NA-DA! Nem um "Obrigado" sequer.
Não, não estou dizendo que eu sou perfeita e que faço tudo certo, não é isso. Só quero dizer que eu poderia ter ganho algo em troca mas não tive nada além da frieza e do sentimento horrível de ser ignorada.
Estou magoada, mas não pela última conversa, pois como já falei, eu sabia que poderia acontecer, sabia que em algum momento essa parte chegaria, e sim pela forma como você lidou com as coisas. Um desentendimento por conta de uma interpretação errada e pronto... foi a gota d'água. Me ignorou, me largou falando sozinha, e acabou com a possibilidade de um final de semana perfeito que, aliás, eu esperei por muito tempo.
Me expliquei, coloquei em pratos limpos as minhas ideias e o que eu estava pensando naquele momento (e mantenho), falei tanto e as palavras que eu ganhei em troca foram: "tempo ao tempo".
Conclui que: acabei metendo os pés pelas mãos ao tentar nos manter o mais próximos possíveis. Sufoquei você e acabei me sufocando também. Eu perguntei: "e enquanto isso, fazemos o que? damos um tempo também?", e mais uma vez fiquei falando sozinha.
Então, depois de desabafar muito, decidi deixar essa história um pouco de molho, sabe? Porque eu enjoei. Enjoei de ficar tentando agradar, enjoei de ficar falando sozinha e de chorar de ódio cada vez que lembro das coisas que eu disse e enjoei de ficar pensando no que eu poderia ter falado para não estragar tudo. Não tenho mais cabeça pra essas coisas.
Contudo, não quero dizer que o que há entre nós é falso, pelo contrário, é tudo lindo, nossa sintonia é ótima. Só o que não é ótimo por aqui, são os Km que nos separam. É ISSO que gera essa implicância, esses desentendimentos e esse afastamento tanto físico quanto psicológico.
"Não é você, sou eu". Que frase, né? Aquelas bem clichê. Me senti em um filme de Hollywood quando li isso.
Você precisa pensar sobre isso, pensar se é isso mesmo que você quer. Um relacionamento assim, meio que de longe e sustentado por fins de semana. Eu também tenho que pensar, pois a fase que eu estou exige um pouco mais de dedicação de minha parte e talvez alguém agora complicaria as coisas, MAS eu estou disposta a tudo! Só que é aquela coisa: quando um não quer, dois não brigam. Ou seja, não adianta eu querer sozinha, se você não quiser. Não da pra amar de um só.
Esta um clima péssimo, eu não tenho como lhe dizer mais nada. Primeiro porque não adianta, segundo porque não tenho mais coragem. Você é o que eu tenho a dizer.
Tempo, tempo, tempo e tempo! É isso? Então ta bom. Só não demora muito. Não quero que nos machuquemos mais.

Um comentário:

Carol Fonseca disse...

Ah,passei por isso, a gente tenta de todas as formas fazer com que tudo dê certo,a distância no começo é apenas um detalhe bobo,que depois,quando o mundo fica real de novo,se torna um grande impecilho,vc faz de tudo,esquece dos outros e até de ti,pra fazer com que o outro se sinta como vc se sente...
e no fim,o que recebe é:
As coisas mudaram,e os sentimentos também,não gosto mais de você tanto quanto gostava antes,mas podemos ser amigos se quizer,nada impede...
mas amiga,depois de tudo isso,a volta mais forte e mais segura de nós mesmas,tudo serve com aprendizado pra quem sabe olhar as coisas de um jeito novo.
beijo.
fica bem,a certeza é de que tudo passa.

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