26 de setembro de 2010

E eu penso, penso...

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As vezes eu queria ter um botão para desligar os meus pensamentos.
Eu fico lembrando de coisas que eu escutei a meu respeito, e começo a formar mil discursos, falando poucas e boas pra quem quiser ouvir. Não é nem um pouco saudável isso, eu não deveria misturar trabalho com a paz da minha casa, mas eu não estou conseguindo fazer essa separação.
Eu posso as vezes dar uma de forte e falar por ai que a opinião que as pessoas tem sobre mim não me interessa, mas por dentro fico morrendo de ódio e as palavras ditas por maldade (ou não), não saem da minha cabeça e aquilo me consome por horas, dias, meses e até anos.
Eu odeio o fato de quer que ficar calada enquanto falam do meu jeito, do modo como eu me comporto.
Eu acordo cedo todos os dias pra ir TRABALHAR, e não pra ser criada de novo, eu respeito e sendo assim quero ser respeitada. A partir do momento que deixam de falar do meu trabalho pra falar da minha pessoa, ai a história muda e me sinto inteiramente no direito de dizer seja a quem for, dona da loja ou não, que somos todos iguais, que pisamos no mesmo chão, comemos da mesma comida, respiramos o mesmo ar, temos as mesmas necessidades. Me sinto no direito de me defender.
O meu coração dispara de raiva só de lembrar que amanhã eu vou ter que voltar pra aquele inferno e escutar as mesmas coisas dezenas de vezes. Eles sabem que eu entendi qual é o esquema daquela espelunca, mas fazem certas coisas de pirraça. Sabe o que esta parecendo? Que eu voltei ao colégio onde existiam aquelas patricinhas malditas que só sabiam falar coisas ruins pra me provocar e me tirar do sério! Parece uma sina: eu me livrei disso, vivi um ano em paz indo pro cursinho onde pessoas normais existem, e agora eu volto a viver o mesmo terror sendo zoada por dizer, ao ver dessas pessoas nojentas, coisas absurdas. Mas que absurdo tem em se responder uma pergunta? Se não queria ouvir e interpretar o que eu tinha pra dizer, porque perguntou, então? Caramba! Faça por merecer os anos (que não são poucos) que você carrega nas costas, sua velha mal amada!
Estou revoltada e enojada.
Não consigo parar de pensar nisso pelo menos  em metade do meu dia.
Minha cabeça esta cansada.
Não quero mais ouvir e nem pensar...

6 comentários:

Clara disse...

Nossa, menina, tira esse trabalho da sua vida! Antes eu estava meio na dúvida em dar esse conselho, mas PELAMORDEDEUS esse emprego está te consumindo!

Ou então faz o barraco lá e diz isso tudo que você diz aqui... Tem gente que vive pra enfernizar a vida dos outros e enquanto você não se defende de fato, não vão parar.

Sorte aí! =)

Bonaretti disse...

eu sei que às vezes é quase irresistível não dar trela àquela voz traiçoeira, nossa velha conhecida, que nos incita a desistir dos nossos sonhos com ares de quem propõe a coisa mais bacana do mundo. Não nos esparramarmos, doídos pra caramba e também com um algum conforto, na autopiedade, essa areia movediça ávida por engolir nosso lume.
Eu sei que às vezes é quase irresistível não desdobrar a lista de decepções que mantemos atualizada com zelo de colecionador para nunca nos faltar matéria-prima pra lamúria. Não relembrar sem economia de minúcias cada frustração vivida com o olhar amarrado e a tristeza viçosa que só fazem aumentar a dor da vez.
Eu sei que às vezes é quase irresistível não eleger um algoz e acentuar um pouquinho mais as nossas feições sofridas para as novas poses do nosso álbum de vítima. Não nos responsabilizarmos pela parcela de participação que nos cabe em boa parte das encrencas em que nos metemos, e que, se olharmos com olhos lúcidos, de preferência também lúdicos, às vezes nem é tão pequena como é mais fácil acreditar.
Eu sei que às vezes é quase irresistível não ficar morando na dor como se dor fosse casa de veraneio. Não arriscar um passo fora do terreno da nossa desesperança porque sentimos que nos sobra cansaço e nos faltam pernas. Eu sei que às vezes é quase irresistível. Eu sei que às vezes a gente não consegue mesmo resistir. E sei que quando não resistimos, está tudo bem: esse lugar também passa.
De apelo a apelo, vamos caindo e levantando ao longo da estrada, apurando o coração para tornar muito mais irresistível o nosso amor paciente e generoso por nós mesmos. Para desdobrar com maior frequência, na memória, a lista que conta as conquistas todas de que já fomos capazes, nós que tantas vezes parecemos tentar desmentir as nossas pérolas.
De apelo a apelo, vamos caindo e levantando ao longo da estrada, apurando o coração para fazer valer, na prática, o nosso respeito à oportunidade inestimável de estarmos aqui. A nossa intenção de não desperdiçar esse ouro que é o tempo, essa maravilha que é o corpo, essa graça que é a vida. Essa que, se olharmos com olhos lúcidos, de preferência também lúdicos, sempre inventa maneiras para se vestir de convite irrecusável de novo.autora ana jacono .BJS

Bonaretti disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
@BrunaCerqueiraa disse...

Lindo seus textos, amei! Beijinho :*

pequena disse...

Ai miga, se vc descobrir esse botão do desliga me avisa? rsss
eu digo é muito q a maior dádiva é nascer burro rsss

bjocas e bom início de semana pra vc!

xerim

pequena disse...

Ai miga, se vc descobrir esse botão do desliga me avisa? rsss
eu digo é muito q a maior dádiva é nascer burro rsss

bjocas e bom início de semana pra vc!

xerim

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